Um novo modo de produzir e consumir conteúdo

Programas de streaming investem em entretenimento para cativar o público

O mundo mudou e a indústria do entretenimento também. Se antes produzir e consumir conteúdos era restrito a grupos específicos de pessoas, a popularização da internet - a partir do meio dos anos 90-, tornou tudo muito mais democrático.

Os espaços proporcionados aqui (internet) se diferencia totalmente dos espaços de comunicação construídos anteriormente, por duas razões em especial, a instantaneidade e o modelo interativo. Já não há mais formalidades entre aquele que produz e o que consome, e cada vez mais essa parece ser a tendência tornar esses espaços o quão interativos puderem ser.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Provokers a pedido do Google e do jornal Meio & Mensagem, apuram que metade das personalidades mais influentes entre os adolescentes brasileiros já são youtubers – produtores de conteúdo na plataforma Youtube. Um dos motivos da nova geração representar a maior parte dos consumidores deste tipo é o sentimento de proximidade com aqueles que assistem.

Os youtubers, diferente da classe produtora de televisão (e de outros meios de comunicação) apostam na constante interação como seu público. Respondem comentários, aceitam sugestões de temas, e parecem ligados, de certa forma, 24 horas à internet. O que proporciona uma sensação muito grande de estar sempre por perto, e de ser “gente como a gente”.

Em 2009, o cofundador do Youtube Chad Hurley já previa que a rede social acabaria com a televisão como conhecíamos até então. '' Nos próximos 5 a 10 anos vai haver uma transição, em que as pessoas vão preferir cada vez mais escolher os vídeos que querem ver", afirmou em uma entrevista. E já conseguimos notar as diferenças nestes oito anos, certo?

As mudanças de formato não tangem apenas o mundo televisivo. Todos os mercados de entretenimento e informação que quiseram se manter vivos, tiveram que se adaptar em alguma instância para o mundo virtual. Não foi diferente com o universo musical.

Depois da chegada do Napster – programa de compartilhamento de arquivos em rede criado em 1999, que permitia que os usuários fizessem download de um determinado arquivo diretamente do computador – Foram travadas as primeiras discussões sobre a indústria musical na era virtual. O que causou disputas entre a indústria fonográfica e as redes de compartilhamento, e consequentemente, trouxe as primeiras mudanças digitais no mundo da música.

Atualmente, os serviços de streaming representam a revitalização de um mercado que decaiu bastante nos últimos vinte anos. E, mesmo que recentes, já acumulam lucros na casa dos bilhões. Ao mesmo tempo, com o surgimento cada vez mais rápido de programas nesse sentido, como os famosos Spotify, Deezer e Apple Music. Os aplicativos são obrigados a inovar e se reinventar a todo instante para atrair e fidelizar assinantes, transcendendo o papel de ''player'' digital.

Deezer: com uma leve diferença no preço em relação ao Spotify – a assinatura do Deezer está na casa dos R$14,90-. O grande diferencial do Deezer, relatada pelos usuários, está na qualidade da música.

O aplicativo também oferece a opção ''fade'' efeito que faz com que a música tenha o volume diminuído quando estiver perto do fim para que haja uma sensação de interrupção menor ao mudar ao pular para a próxima canção.

Apple Music: Diferente de seus concorrentes não oferece uma versão gratuita. O aplicativo pode ser assinado por US$2,49 e não tem a opção de ser pago em reais (sugiro tirar essa frase). Apesar de se dizer revolucionário, pela própria Apple, o Apple Music é considerado pela a opinião pública um tipo de repetição de seu percussor, o Spotify.

Spotify: Líder do mercado com mais de 60 milhões de assinantes, o preço de assinatura média do Spotify é de 16,90 reais. A aposta alta do aplicativo é em entretenimento. Playslists personalizadas, interatividade. Nós, da W3.0, postamos constantemente sobre as novidades do Spotify e como as empresas estão, cada vez mais, utilizando da plataforma para atrair seus clientes também através de mais um sentido: a audição. (Veja aqui o artigo sobre a divertidíssima playlist que a icônica LEGO produziu).

Só entre outubro e novembro o programa lançou três playlists personalizadas diferentes. Entre elas, a Timecapsule que abordamos aqui. Uma playlist em homenagem a estreia da segunda temporada de ''Stranger Things'' – em que o aplicativo calcula de acordo com suas músicas mais escutadas com qual personagem da série você mais se parece.- E, por último e mais recente, uma playlist que usa do mesmo processo para calcular com qual personagem de novelas da Globo você mais se parece.

 

Vocês também usam algum aplicativo de música? Usam os recursos de entretenimento do Spotify? Contem para nós!

 

 

 

 

Victória Cócolo é
Social Media na W3.0