Google não monetizará vídeos ofensivos no Youtube

As novas normas excluem “discursos de ódio” da lista de monetização

Numa renovação e evolução constante, o Google e o Youtube estudam e tentam desenvolver métodos mais adequados para a era da produção de conteúdos. Desde o “boom” que a plataforma viveu a partir de 2010, regras, métodos de monetizações e relevância dos vídeos mudaram a fim de estabelecer, cada vez mais, um cenário mais lógico, verdadeiro e leal para ganhar dinheiro na plataforma e para incentivar influenciadores digitais - também conhecidos como youtubers.

No dia 1 de junho, Ariel Bardin, o vice-presidente de produtos do Youtube, anunciou que o Google suspenderá a monetização de vídeos ofensivos e com discurso de ódio na plataforma de vídeos. A decisão foi tomada para atender às preocupações dos anunciantes em torno de onde seus anúncios serão/estão colocados. E claro, é importante também ressaltar que ninguém quer se aliar aos discursos de ódio e mensagens ofensivas que estão em uso constante e desmoderado dentro do Youtube, tampouco as marcas que patrocinavam (R$) – de maneira quase que aleatória –, esses vídeos.

Com essa decisão, os anunciantes voltaram a fazer acordo com o Google e confiaram que sua marca estará vinculada apenas aos conteúdos dentro das normas já preestabelecidas e sem incentivo a qualquer mensagem ofensiva.

 

Confira as mudanças em relação à monetização de conteúdos dentro do Youtube:

- Discurso de ódio

Não serão monetizados pelo Google aqueles conteúdos que “promovem discriminação, rebaixam ou humilham um indivíduo ou um grupo de pessoas”, com base em raça, etnia, origem étnica, nacionalidade, religião, deficiência, idade, orientação sexual, identidade de gênero, “ou outra característica associada à marginalização ou discriminação sistemática”, como disse Ariel Bardin em seu pronunciamento oficial.

- Uso inapropriado de personagens de entretenimento familiar

Não serão monetizados aqueles conteúdos que descrevem personagens de entretenimento familiar envolvidos em violência física, sexual ou qualquer outro comportamento inadequado.

- Conteúdo incendiário e degradante

Neste item, estão incluídos vídeos que mostram situações degradantes ou incendiárias, sem deixar um propósito explícito. Também definido por Ariel Bardin como “linguagem gratuita e desrespeitosa que envergonha ou insulta um indivíduo ou grupo”.


O vice-presidente de produtos do Youtube também ressaltou que os “conteúdos que não estão de acordo com as Políticas do AdSense não serão elegíveis para publicidade”.

A nova regra de monetização é mais um passo, não só para o desenvolvimento da plataforma, mas para que os conteúdos sejam mais maturados, responsáveis e, principalmente, respeitosos. Afinal, quem se dedica à produção de conteúdo com seriedade, tem a capacidade de desenvolver vídeos - ao mesmo tempo que interessantes e divertidos -, dentro das normas básicas de respeito ao próximo.

Fernanda Martins é
Social Media na W3.0