Como as Fake News impactam comunicadores

E o que você pode fazer para evitar transtornos

Apesar de o assunto estar em pauta no momento, a produção e disseminação de notícias falsas não são nenhuma novidade. 

Imagine só que antes dos boatos sobre Hillary Clinton vender armas para Estado Islâmico, ou o Papa apoiar a candidatura de Donald Trump, na tentativa de manipular os resultados das eleições presidenciais dos EUA, em 2016, o escritor Italiano Pietro Aretino, em 1522, já tentava alterar a eleição do pontífice, escrevendo sonetos perversos sobre todos os candidatos, menos o preferido por seus patrões (a influente família Médici). Todos exemplos clássicos sobre como notícias falsas fazem parte da história da humanidade, desde sempre. Apesar disso, com a internet, as histórias e notícias falsas tomam proporções nunca vista anteriormente. E é cada vez mais difícil separar o que é real, do que não é.

Em novembro do ano passado (2016), uma análise do Buzz Feed descobriu que as principais 20 notícias falsas sobre o ciclo de eleição foram compartilhadas por volta de 1,4 milhão mais do que as reais. Inicialmente, o CEO (termo em inglês para se referir a alguém como ''executivo-chefe''), e quase dono da internet toda, Mark Zuckeberg, declarou que as fakes news não eram um problema, mas após algumas semanas sob pressão popular, Zuckeberg voltou atrás e anunciou uma parceria com o meio jornalístico, a fim de evitar a reprodução desses conteúdos.

Pra além do impacto político-social (que é extramente relevante), as notícias falsas podem nos atingir em qualquer aspecto da vida, e isso incluí o âmbito profissional.

Logo no começo deste ano, a marca da bebida Catuaba Selvagem teve que gerenciar uma crise decorrida de inverdades. A empresa mostrou que tem uma equipe de comunicação e de atendimento ao cliente incrível, e logo prestou esclarecimento ao público, tornando o episódio (inicialmente) negativo, em uma forma de fazer uma imagem positiva da marca. São episódios como estes que a “quase-nova” geração de comunicadores está exposta, e devemos estar preparados, tanto como gerenciadores de crise, quanto produtores de conteúdo.

Apesar de os grandes da internet, como Google e Facebook, estarem tomando medidas preventivas contra as Fake News, disponibilizamos aqui algumas dicas específicas para os profissionais da área:

-Busque informações de fontes conhecidas e confiáveis. Não arrisque utilizar informações de sites que você desconhece, mesmo se a tentação for grande.

-Busque mais de uma fonte: na era da internet, por conta da instantaneidade, e pouco tempo para apuração, não é incomum que os jornais e meios comunicadores errem. Por isso é importante verificar as informações em vários meios.

-Inclua o nome de sua empresa, ou marca. Ao postar um conteúdo na internet, é importante que se explicite a qual marca/empresa aquele conteúdo é ligado. Essa é uma forma de passar confiança ao público.

-Sempre cite as fontes. Incluir as fontes, para verificação de conteúdo, e não ter problemas com direitos autorais é fundamental.

-Seja responsável com o conteúdo que você produz. Ser responsável também incluí admitir erros e trabalhar para repará-los.

E aí? Agora ficou mais fácil separar as notícias falsas das verdadeiras?

 

 

 

Victória Cócolo é
Social Media na W3.0